quarta-feira, 25 de abril de 2012

Julgaremos os anjos?


“Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?” 1 Coríntios 6.3

Interessante esse texto do apóstolo Paulo, quando aparava arestas que haviam surgido na igreja de Corinto. É bom lembrar que essa era uma importante cidade grega, capital da Acaia e, iminentemente imersa no paganismo e, consequentemente, na imoralidade de todas as ordens, principalmente a sexual. Daí a dificuldade em colocar essa igreja no caminho correto segundo a Palavra.

A nossa idéia com esse texto não é debater questões morais; mas sim, uma afirmação concernente à nossa autoridade no porvir, que tem sido negligenciada por muitos exegetas; parte por a considerar algo de menor importância (como se no Reino de Deus houvesse algo desimportante); parte por não se interessarem no estudo dessa realidade bíblica e espiritual.

Por ser um assunto grandemente polêmico, desejamos, lançar luzes e suscitar o debate a respeito do tema. Julgaremos os anjos? 

Quais, se fomos feitos pouco menores do que eles (Salmo 8.5)? A ideia é escrever sem forçar nenhum texto bíblico, sem a tentativa de incutir conceitos oportunistas na mente de quem quer que seja. Deus conhece o coração de cada um e, não ficará impune aquele que induzir a erro o seu irmão.

Poderiam os salvos julgar os anjos do Senhor? De maneira nenhuma, porque após a queda de satanás e dos anjos que o seguiram, os anjos do Senhor foram selados (1 tm 5.21) e já não podem mais pecar. A maior prova disso, é que o Senhor colocou na porta do Éden querubins para guardar o caminho da árvore da vida do homem sujo pelo pecado (Gn3.24). Deus não seria incoerente de colocar tal responsabilidade sobre os ombros de quem não pudesse sustentá-la, guardá-la.

Você pode me perguntar: mas Deus não sabia que Adão e Eva pecariam? Sim, sabia. Mas, o homem é a coroa da criação de Deus,  a Sua imagem e semelhança. Deus não criou robôs, por isso Ele dá o direito ao homem de escolher a benção ou a maldição. Do contrário, o homem não seria semelhança de Deus, já que O Senhor tem suas vontades e planos soberanos. Semelhantemente, o homem, embora não autônomos. Os anjos não. Estes  foram selados para obedecer as ordens de Deus em tudo, sem questionamentos, apenas para servir e cuidar daqueles que hão de herdar a salvação (Hb 1.14).

Se o homem não pode julgar aos anjos do Senhor, poderia julgar a satanás e a seus anjos? Não porque estes já estão julgados (Jo 16.17; Lc 10.18; Hb 2.14). Mas então, a quem os salvos julgarão? Aos anjos que pecaram e se arrependeram.

Estes anjos estão sob custódia, aguardando julgamento. O Senhor não os perdoou, mas permitiu que fossem julgados por nós, os salvos. Eles estão presos nas cadeias da escuridão (2 Pe 2.4; Jd 6), porque deixaram seu principado, a sua atribuição, desprezando também a sua habitação, pela sedução de satanás, que levou um terço dos anjos dos céus (Apocalipse 12.4a).

Não nos esqueçamos que satanás era perfeito em formosura, querubim ungido para proteger e, extremamente sedutor, sábio e inteligente. Lúcifer, o que traz a luz, desenvolveu tão bem as suas atribuições e era tão perfeito em seus caminhos, que julgou ser maior do que Deus; queria colocar seu trono sobre o de Deus; achou que tinha maior importância do que o Criador (Ez 28.4-6; Is 14.12-15). E aí, veio a sua queda, e nessa, muitos arrependeram-se e estão em cadeias aguardando julgamento.


Mas, por que os anjos rebeldes se arrependeram?


Porque aqueles que foram fiéis a Deus foram selados (1 tm 5.21), já não podem morrer (Lc 20.35,36) e, não estão limitados a tempo e espaço. Alguns dos rebeldes estão presos, outros têm sua ação limitada à terra.

Aqui cabe um parênteses: a Angeologia diz que um anjo é 185.000 vezes mais poderoso do que um homem. Teoricamente, se estivermos falando de um querubim, multiplique por 7 e, se de um serafim por 49 vezes. Em sendo verdadeira essa proporção, a maior derrota e humilhação de satanás e seus anjos é ser derrotado e destronado por homens que são feitos do pó da terra. Eles são obrigados a rastejar no pó; eles são obrigados a se submeter a nós, pelo poder de Jesus Cristo, que nos transferiu essa autoridade (Lucas 10.19).

Como consequência de sua fidelidade, os anjos fiéis receberam graça suficiente para habilitá-los a manter sua posição de perseverança, pela qual foram confirmados em sua condição e agora são incapazes de pecar, logo não podem morrer. Sua atividade mais elevada é a adoração a Deus (Ne 9.6; Fp 2.9-11; Hb 1.6; Jó 38.7; Is 6.3; Sl 103.20; 148.2; Ap 5.11).

Lançadas foram aqui as bases de um edificante debate; que o Espírito Santo tome a direção de nossos corações em cresçamos em estatura, graça e conhecimento diante de Deus e dos homens.

Com amor,
Washington Santos.

terça-feira, 24 de abril de 2012

CDs religiosos abrem espaço no varejo tradicional

Do Valor Econômico, 23/04/2012
Por Bruna Cortez | De São Paulo


Não é de hoje que a música religiosa é um dos segmentos mais promissores da indústria fonográfica, duramente abalada pela internet e a pirataria. No Brasil, embora não existam dados oficiais de quanto o segmento representa da venda total de música, os sinais dessa importância crescente são claros. Desde 2006, os padres Marcelo Rossi e Fábio de Mello se revezam no primeiro lugar entre os álbuns mais vendidos, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD). E no ano passado, sete dos 20 CDs campeões de vendas eram de algum artista religioso.

Regis Filho/Valor / Regis Filho/Valor 
João Paulo da Silva Bueno, da Livraria Cultura: álbuns religiosos ainda representam 1% do faturamento com música da rede, mas vendas dobraram em 2011
 
As grandes gravadoras perceberam a oportunidade há algum tempo, criando selos próprios ou investindo em artistas do gênero como parte de seu catálogo principal. Mas faltava um elo na cadeia. Em geral, quem queria encontrar um CD religioso, principalmente de artistas evangélicos, tinha de procurar uma loja especializada. Isso está mudando rapidamente. À semelhança das gravadoras tradicionais, que passaram a disputar espaço com selos específicos, grandes redes varejistas estão trazendo para suas prateleiras álbuns do gênero. Nas lojas das redes Fnac, Saraiva e Livraria Cultura, esses CDs já são tratados como um segmento comercial estabelecido, como o rap, o hip-hop ou a música clássica.

"Os álbuns religiosos ainda representam apenas 1% do nosso faturamento com música, mas as vendas de produtos no segmento dobraram em 2011", diz João Paulo da Silva Bueno, responsável pelas compras de CDs da Livraria Cultura. "Não é uma área que a gente possa ignorar."

O cenário é semelhante em outras redes varejistas, nas quais as vendas do segmento religioso são recentes e modestas, mas apresentam um ritmo de crescimento galopante.

Um dos motivos por trás desse movimento é a profissionalização do setor. Durante muito tempo, os álbuns religiosos foram sinônimo de produções amadoras, bancadas com recursos próprios e feitas em estúdios de segunda linha. Nos últimos anos, com o interesse crescente do público - e, em particular, o aumento da população evangélica - os CDs ganharam qualidade de produção e recursos de marketing. "Não é só o que está sendo cantado, mas como está sendo cantado", resume Bueno, da Livraria Cultura.

A profissionalização é tanto resultado da entrada das grandes gravadoras, quanto do investimento crescente dos selos especializados. "Se antes os produtos eram vistos como de péssima qualidade, hoje não deixamos nada a desejar em termos de arranjos, produção e projeto gráfico", diz Ana Paula Porto, gerente executiva da Graça Music, gravadora especializada criada em 1999.

A melhoria, reconhecida na indústria fonográfica, lembra um fenômeno tipicamente americano. Nos Estados Unidos, onde os protestantes representam 51,3% da população, segundo dados do projeto Pew Forum, foi criada uma ativa e bem-sucedida indústria de música religiosa. Estrelas como a cantora pop Whitney Houston e a diva da ópera Jessye Norman começaram em coros de igreja antes de fazer sucesso em esferas musicais mais amplas, mas o segmento religioso conta com estrelas próprias e até um prêmio específico - o Dove - com importância proporcionalmente semelhante à do Grammy.

O apuro técnico é um dos elementos que ajudam a vender - e bem - a música religiosa nos EUA. Em 2008, data dos números oficiais mais recentes, os americanos compraram mais de 56 milhões de álbuns religiosos, com um aumento de 38% em relação ao ano anterior, segundo dados da Gospel Music Association.

No Brasil, a entrada das gravadoras tradicionais, a partir de 2007, deu um empurrão adicional aos negócios ao proporcionar às lojas uma familiaridade com o segmento que não existia anteriormente. "O fato de já trabalharmos com as grandes gravadoras facilitou a compra [de álbuns religiosos] pela Fnac", diz Juliana Bego, gerente comercial de produtos editoriais da rede varejista.

Conhecer bem o interlocutor pode parecer um detalhe, mas é fundamental no caso da música religiosa. Existem no Brasil mais de 120 selos especializados, segundo dados da organização do Salão Internacional Gospel. Muitas dessas gravadoras têm tamanho reduzido e são ligadas a igrejas evangélicas, com menor apelo para o grande varejo. O trabalho para os lojistas é selecionar as gravadoras com maior potencial de vendas.
As redes varejistas ouvidas pelo Valor informaram estar negociando com os selos religiosos, diretamente ou por meio de distribuidores. Isso está permitindo que nomes de sucesso no universo religioso ganhem espaço nas gôndolas, mesmo que ainda não sejam tão conhecidos do grande público. A lista inclui artistas como Aline Barros, Ana Paula Valadão, Diante do Trono, Cassiane e Regis Danese. "Não deixamos de trazer [um álbum] porque não sabemos quem é o artista", diz Bueno, da Livraria Cultura.

Para as lojas, a oferta crescente de música religiosa não significa que um novo tipo de público passou a percorrer suas estantes. Essa é outra constatação importante. As livrarias perceberam que uma parte dos consumidores que compra regularmente livros e álbuns religiosos é a mesma que adquire artigos comuns, ou seculares. A diferença é que se antes eles tinham de vasculhar lojas diferentes, hoje encontram tudo - ou, pelo menos, um número maior de artigos - no mesmo lugar.



Crescimento de evangélicos influencia fenômeno


Embora não seja um fenômeno exclusivamente evangélico, o sucesso da música religiosa no Brasil tem muito a ver com o crescimento recente de dois grupos de matiz evangélica: os pentecostais e neopentecostais.

Foram essas denominações que puxaram o crescimento da população evangélica, que aumentou de 9% para 15,4% da população total entre 1991 e 2000, segundo dados do Censo 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, a participação dos pentecostais - igrejas como Assembleia de Deus e Congregação Cristã do Brasil, fundadas no início do século passado - subiu de 5,6% para 10,6%.

O crescimento superou com folga o dos evangélicos de missão - seguidores de igrejas protestantes com raízes europeias, como anglicanas, luteranas e presbiterianas -, que cresceram de 3% para 4% no período. Não há dados específicos sobre o número de neopentecostais, como os fiéis de igrejas como Renascer e Universal do Reino de Deus, que foram criadas nos anos 70, mas permanecem incluídas no grupo dos pentecostais para efeito do censo.

A principal diferença entre os evangélicos de missão e os pentecostais e neopentecostais é o tipo de mensagem oferecida aos fiéis, diz Antônio Flávio de Oliveira Pierucci, professor de sociologia da religião da Universidade de São Paulo (USP). "[Nessas igrejas] fala-se em prosperidade e melhoria de vida agora e não em outro mundo [após a morte], como acontece nas igrejas mais tradicionais", diz o acadêmico.

Os dados relativos à religião do Censo 2010 ainda não foram divulgados, mas outras fontes indicam, em períodos mais recentes, um aumento ainda maior que o da década anterior. De acordo com o instituto de pesquisa Datafolha, os evangélicos já representavam 25% dos brasileiros em outubro de 2010.

Frente ao crescimento expressivo, há quem diga que os evangélicos podem somar até 50% da população em 2020. Para o especialista da USP, a previsão é pouco factível. O crescimento tem sido puxado pelas duas primeiras gerações de pentecostais e neopentecostais, afirma Pierucci, e vai perder ímpeto com o passar do tempo. "Nas igrejas mais tradicionais, já se observa um fenômeno parecido com o que atingiu o catolicismo", diz o especialista.

Outro fenômeno que começa a ocorrer no Brasil é o surgimento do "evangélico genérico". O termo é usado para caracterizar alguém que é evangélico, mas não se prende a uma denominação específica, seja ela de missão, pentecostal ou neopentecostal. "É um evangélico praticante, mas não muito", diz Pierucci.
 
 

Segmento ganha exposição com grandes gravadoras

De São Paulo
Luciana Whitaker/Valor / Luciana Whitaker/Valor 
Marcelo Soares, diretor-geral da Som Livre: "Esse é o topo do iceberg de um movimento que passou anos se solidificando"
 

Visibilidade é um dos componentes centrais da roda-viva que alimenta a indústria fonográfica. Vender disco - seja um CD ou um arquivo de áudio via internet - depende, em grande medida, da exposição do artista a seu público potencial. E quanto mais álbuns vendidos, maior a capacidade da gravadora de fazer publicidade.

No caso da música religiosa, o interesse das grandes gravadoras foi fundamental para divulgar a um público mais amplo nomes só conhecidos de um círculo restrito de consumidores, dizem os varejistas. "A força de uma grande gravadora faz um trabalho de mídia que ajuda a vender esse tipo de produto", afirma Juliana Bego, gerente comercial de produtos editoriais da Fnac.

Para as gravadoras, o trabalho de marketing exigido pelo mercado religioso também é facilitado por uma característica específica desse segmento, principalmente no caso dos artistas evangélicos. O ponto é que, embora existam igrejas evangélicas muito diferentes entre si - dos protestantes históricos aos pentecostais e neopentecostais -, trata-se de um público com hábitos mais homogêneos no que se refere ao consumo de artigos religiosos. Os selos fonográficos sabem melhor com que público estão falando, o que torna mais eficiente a mensagem publicitária.

As estratégias variam de gravadora para gravadora. A Sony decidiu criar uma divisão específica. "Se tratássemos [o segmento] de maneira comum, não conseguiríamos ter acesso a esse público", afirma Mauricio Soares, diretor do departamento gospel da Sony. Soares já havia trabalhado em gravadoras especializadas e foi contratado pela Sony em 2010 para criar a unidade.

Um dos principais desafios, diz o diretor, foi estabelecer o relacionamento com os pontos de venda especializados, que continuam fundamentais nesse mercado. Agora, dois anos depois de iniciar suas atividades, a divisão gospel da Sony tem contato com cerca de 200 desses pontos. O diretor não divulga os resultados financeiros da unidade, mas afirma que o retorno veio "muito rápido".

Atrair artistas é outro desafio para as grandes gravadoras. As sondagens - a despeito da possibilidade de maior exposição - nem sempre são recebidas de braços abertos. "[Muitos cantores evangélicos] são pessoas que começam a fazer música não necessariamente para ter uma carreira", afirma Marcelo Soares, diretor-geral da Som Livre. "No momento em que o caminho [religioso] cruza com o secular, acontece uma desconfiança".

A Som Livre não divulga números específicos do segmento religioso. As vendas de CDs e DVDs nesse segmento, incluindo os de artistas católicos, representaram 25% do total vendido em 2011, em número de unidades, ante 20% em 2010. Na gravadora, o sentimento é de que a curva vai se acentuar ainda mais nos próximos anos. "O que vemos hoje é o 'topo do iceberg' de um movimento que passou anos se solidificando", afirma o diretor-geral da Som Livre.

Somadas, a Sony e a Sony Livre lançaram 23 produtos de artistas brasileiros do segmento religioso em 2011, entre CDs e DVDs. De forma mais tímida, a Universal Music também entrou nesse mercado no ano passado, com o lançamento do CD e do DVD da cantora Carol Celico, esposa do jogador de futebol Kaká.

Para quem já estava nesse mercado, como as gravadoras especializadas MK Music e Graça Music, a chegada dos grandes selos não é vista de maneira negativa. "A disputa é boa porque nos faz querer melhorar", afirma Marina Oliveira, sócia e diretora artística da MK. A gravadora foi criada há 26 anos e tem um faturamento médio de R$ 30 milhões por ano. De acordo com a executiva, vários de seus contratados têm sido procurados por grandes gravadoras, mas muitos deles preferem não deixar a empresa.

Site leva clipes para a internet

Por De São Paulo
 
No universo da internet, começam a surgir empresas brasileiras que estão de olho no segmento religioso. A LouveTV, rede social e canal de transmissões on-line de clipes musicais evangélicos, é uma dessas companhias.

"É um mercado em ascensão, no qual temos um número cada vez maior de artistas", afirma David Almiron, sócio-fundador da LouveTV. O site, lançado no fim do ano passado, exibe clipes de cantores evangélicos e permite adicionar amigos, enviar mensagens e compartilhar fotografias - recursos tradicionais de redes sociais.

O projeto teve um investimento inicial de R$ 1 milhão e foi financiado por Almiron e pelos sócios Alberto Vilar, Lêka Coutinho, Eduardo Rodrigues e Evandro Paiva. Todos já tinham experiência no mercado fonográfico tradicional. Os planos da LouveTV incluem um aporte de mais R$ 2 milhões até 2013.

De acordo com Almiron, a descoberta do potencial do mercado de música religiosa ocorreu em 2005, quando ele produziu o clipe de um artista do gênero pela primeira vez. Inicialmente, a ideia do executivo era um canal de música gospel na TV. As dificuldades e os custos relacionados à concessão de licenças, porém, afastaram essa possibilidade e o projeto foi adaptado para a web.

O site levou cerca de oito meses para ser desenvolvido e a principal fonte de receita é a venda de espaço publicitário. "Vamos entrar em contato com anunciantes e patrocinadores compatíveis com o público do site", diz. Para exibir os clipes de artistas religiosos, a LouveTV firmou acordos com selos especializados e grandes gravadoras, como a Sony Music.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O que é ser um pastor

O QUE É SER UM PASTOR

Ser pastor é muito mais que ser um pregador. Está além de ser um administrador de igreja. Muito além de professor ou conferencista. Ser pastor é algo da alma, não apenas do intelecto.

Ser pastor é sentir paixão pelas almas. É desejar a salvação de alguém de forma tão intensa, que nos leve à atitude solidária de repartir as boas-novas com ele. É chorar pelos que se mantém rebeldes. É pensar no marido desta irmã, no filho daquela outra, na esposa do obreiro, nos vizinhos da igreja, nos garotos da rua. Ser pastor é tudo fazer para conseguir ganhar alguns para Cristo.

Ser pastor é festejar a festa da igreja. É alegrar-se com a alegria daquele que conquista um novo emprego, daquele que se gradua na faculdade, daquele que recebe a escritura da casa própria ou do outro que recebeu alta no hospital. Ser pastor é ter o brilho de alegria ao ver a felicidade de um casal apaixonado, ao ver o sucesso na vida cristã de um jovem consagrado, é festejar a conversão de um familiar de alguém da igreja por quem há tempos se vinha orando. Ser pastor é desejar o bem sem cobiçar para si absolutamente nada, a não ser a felicidade de participar dessa hora feliz.

Mas ser pastor também é chorar. Chorar pela ingratidão dos homens. Chorar porque muitas vezes aqueles a quem tanto ajudou são os primeiros a perseguirem-nos, a esfaquearem-nos pelas costas, a criticarem-nos, a levantarem falso testemunho contra a igreja e contra nós. É chorar com os que choram, unindo-nos ao enlutado que perdeu um ente querido, é dar o ombro para o entristecido pela perda de um amor, é ser a companhia do solitário, é ouvir a mesma história uma porção de vezes por parte do carente. Chorar com a família necessitada, com o pai de um drogado, com a mãe da prostituta, com a família do traficante, com o irmão desprezado.

Ser pastor é não ter outro interesse senão o pregar a Cristo. É não se envolver nos negócios deste mundo, buscando riquezas, fama e posição. É saber dizer não quando o coração disser sim. É não ir à casa dos ricos em detrimento dos pobres. É não dar atenção demasiada para uns, esquecendo-se dos outros. É não ficar do lado dos jovens, em detrimento dos adultos e vice-versa. Ser pastor é não envolver-se em demasia com as pessoas, ao ponto de se perder a linha divisória do amor e do respeito, do carinho e da disciplina. Ser pastor é não aceitar subornos nem tampouco desprezar os não expressivos.

Ser pastor é ser pai. É disciplinar com carinho e amor, conquanto com a firmeza da vara, da correção e, não raras vezes, da exclusão de pessoas queridas. É obedecer a Bíblia, não aos homens. É seguir a Deus, não ao coração. Ser pastor é ser justo. Ser pastor é saber dizer não, quando a emoção manda dizer sim. Ser pastor é ter a consciência de não ser sempre popular, principalmente quando tiver que tomar decisões pesadas e difíceis, e saber também ser humilde quando a bênção de Deus o enaltecer diante do rebanho e diante do mundo. Os erros são nossos, mas a glória é de Deus.

Ser pastor é levantar-se quando todos estão dormindo e dormir quando todos estão acordados, socorrendo ao necessitado no horário da necessidade. Ser pastor é não medir esforços pela paz. É pacificar pais e filhos, maridos e esposas, sogros e genros, irmãos e irmãs. Ser pastor é sofrer o dano, o dolo, a injustiça, confiando naquele que é o galardoador dos que o buscam. Ser pastor é dar a camisa quando lhe pedem a blusa, andar duas milhas quando o obrigam a uma, dar a outra face quando esbofeteado.

Ser pastor é estar pronto para a solidão. É manter-se no Santo dos Santos de joelhos prostrados, obtendo a solução para os problemas insolúveis. Ser pastor é não fazer da esposa um saco de pancadas, onde descontar sua fragilidade e cansaço. Ser pastor é ser sacerdote, mantendo sigilo no coração, mantendo em segredo o que precisa continuar sendo segredo, e repartindo com as pessoas certas aquilo que é "repartível". Ser pastor é muitas vezes não ser convidado para uma festa, não ser informado de uma notícia ou ser deixado de fora de um evento, e ainda assim manter a postura, a educação, o polimento e a compaixão. Ser pastor é ser profeta, tornar o seu púlpito um "assim diz o Senhor", uma tocha flamejante, um facho de luz, uma espada de dois gumes, afiada e afogueada, proclamando aos quatro ventos a salvação e a santificação do povo de Deus.

Ser pastor é ser marido e ser pai. É fazer de seu ministério motivo de louvor dentro e fora de casa. É não causar à esposa a sensação de que a igreja é uma amante, uma concorrente, que lhe tira todo o tempo de vida conjugal. Ser pastor é amar aos seus filhos da mesma forma que ensina aos pais cristãos amarem aos seus. É olhar para os olhos de seus filhos e ver o brilho de seus próprios olhos. É preocupar-se menos com o que os outros vão pensar e mais no que os filhos vão aprender, sentir e receber. É ver cada filho crescer, dando a cada um a atenção e o amor necessários. É orgulhar-se de ser pai, alegrar-se por ser esposo, servir de modelo para o povo. E, quando solteiro, tornar a sua castidade e dignidade modelo dos fiéis, enaltecendo ao Senhor, razão de sua vida.

Ser pastor é pedir perdão. Se os pastores fossem super-homens, Deus daria a tarefa pastoral aos anjos, mas preferiu fazer de pecadores convertidos os líderes de rebanho, pois, sendo humanos, poderiam mostrar aos demais que é possível ser uma bênção. Mas, quando pecarem, saberem pedir perdão. A humildade é uma chave que abre todas as portas, até as portas emperradas dos corações decepcionados. A humildade pode levar o pastor à exoneração, como prova de nobreza e integridade, como pode fazê-lo retomar seus trabalhos com maior pujança e vigor. Há pecados que põem fim a um ministério e ser pastor é saber quando o tempo acabou. Recomeçar é possível, mas nem sempre. Ser pastor é saber discernir entre ficar ou sair, entre continuar pastor e recolher-se respeitosamente.

Ser pastor é crer quando todos descreem. Saber esperar com confiança, saber transmitir otimismo e força de vontade. É fazer de seu púlpito um farol gigantesco, sob cuja luz o povo caminha sempre em frente, para cima e em direção a Deus. Ser pastor é ver o lado bom da questão, é vislumbrar uma saída quando todos imaginarem que é o fim do túnel. Ser pastor é contagiar, e não contaminar. Ser pastor é inovar, é renovar, é oferecer-se como sacrifício em prol da vontade de Deus. Ser pastor é fazer o povo caminhar mais feliz, mais contente, é fazer a comunidade acreditar que o impossível é possível, é fazer o triste ser feliz, o cansado tornar-se revigorado, o desesperado ficar confiante e o perdido salvar-se. As guerras não são ganhas com armas, mas com palavras, e as do pastor são as palavras de Deus, portanto, invencíveis.

Ser pastor é saber envelhecer com dignidade, sem perder a jovialidade. É ser amigo dos jovens e companheiro dos adultos. Ser pastor é saber contar cada dia do ministério como uma pérola na coroa de sua história. Ser pastor é ser companhia desejada, querida, esperada. É saber calar-se quando o silêncio for a frase mais contundente, e falar quando todos estiverem quietos. Ser pastor é saber viver. Ser pastor é saber morrer.

E quando morrer, deixar em sua lápide dizeres indeléveis, que expressem na mente de suas ovelhas o que Paulo quis dizer, quando estava para partir: "combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé". Ser pastor é falar mesmo depois de morto, como o justo Abel e o seu sangue, através de sua história, de seu exemplo, de seus escritos, de suas gravações. Ser pastor é deixar uma trilha na floresta, para que outros venham habitar nas planícies conquistadas para o Reino do Senhor. Ser pastor é fazer com que os filhos e os filhos dos filhos tenham um legado, talvez não de propriedades, dinheiro ou poder político, mas o legado do grande patriarca da família, daquele que viveu e ensinou o que é ser um pastor.


 
 By: Pastora Wilma Ribeiro http://ministeriodapastorawilma.blogspot.com

sábado, 7 de janeiro de 2012

Blog do Washington Mensagens que Edificam: Não fique ansioso!!!

Blog do Washington Mensagens que Edificam: Não fique ansioso!!!: “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação...

Não fique ansioso!!!


“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.”

Filipenses 4:6-7

(Palavra pregada on line, no grupo “Guerreiros da oração” do Facebook.  No dia 04.01.2012)

Quero, antes de qualquer coisa, agradecer a Deus a oportunidade de compartilhar essa simples, porém profunda verdade da palavra que o Senhor Jesus colocou em meu coração. Quero exaltar e adorar ao nome do Senhor Jesus, pois sendo tão pequeno, me confiou tamanha responsabilidade pela revelação de sua palavra, que pode transformar vidas e abençoar a muitos. Todavia, se não for guardada com o devido zelo e precaução, pode causar também danos por ensinamentos errados, mentiras e entendimentos perniciosos e levianos pela contextualização despudorada da Palavra do Senhor.

A palavra que quero compartilhar com os irmãos é bem simples e muito conhecida, porém é muito profunda e reveladora. A primeira coisa que o Senhor Deus nos diz nessa palavra é para que não estejamos inquietos, ansiosos, nervosos e, para acalmarmos os nossos corações. Sim, é importante frisar que, dentre tantas verdades, se a pessoa está nervosa ou ansiosa é porque espera pelo cumprimento de uma promessa de Deus; significa que a pessoa crê nas promessas de nosso Rei. É essa uma das características de alguém que conhece as promessas do Senhor e tem a certeza que a benção vai chegar. De outra maneira, se a pessoas não cresse, não estaria ansiosa ou nervosa pelo cumprimento da promessa, e estaria realmente tomando outras atitudes ou buscando outras soluções.

O Senhor Deus está nos ensinando que, embora creiamos e tenhamos o coração limpo e puro para com as suas promessas, talvez ainda não estejamos prontos para recebê-las. Sim, irmãos, porque uma das maiores ferramentas de satanás para roubar as bençãos do povo de Deus é o fator tempo!!!  Temos a palavra, temos a promessa, temos os decretos de Deus, e muitas vezes entristecemos os nossos corações devido as circunstâncias, devido à situação que se apresenta diante de nossos olhos. Talvez seja o caso de usarmos uma ilustração bem simples para tentarmos explicar o que queremos mostrar.

Sabemos bem que se quisermos sair de nossas casas para chegar aos nossos trabalhos, temos que acordar, nos arrumar, tomar banho, tomar café, nos preparar, pegar a condução e chegarmos ao nosso destino. Assim é com o Senhor Jesus; há um tempo entre o estabelecimento da verdade (a revelação da Palavra) e a chegada ao nosso destino. É preciso que entendamos de uma vez por todas que as circunstâncias momentâneas, são apenas uma  tentativa de desviar-lhe de sua benção eterna (2 Co 4.16-18).

Se tivermos que nos preparar para chegar ao nosso emprego que é uma coisa simples, cotidiana e corriqueira, porque tendemos a achar que com Deus a coisa se dará num estalo com num passe de mágica? Porque, então, pensamos que vamos receber a promessa e o anjo vai chegar ao segundo subsequente para  nos entregar tudo pronto? Aliás, o recebimento do milagre, da benção, depende mais de nós mesmos do que do Senhor Deus; porque o Senhor já nos deu tudo o que é necessário para vencermos material e espiritualmente (2 Pe 1.3). E sabemos muito bem que a nossa vida é um milagre de Deus.

Ele tem seus meios de ação, e a Bíblia deixa claro que ele age dentro de sua palavra e de seus processos, não dos nossos.  Os caminhos de Deus, não são os caminhos do homem, nem seus pensamentos os nossos pensamentos. O que, aliás, e muito bom e perfeito, porque se dependesse de nós, faríamos tudo errado, e esse mundo já estaria há muito tempo em uma confusão muito  maior do que já está.

Glória a Deus que Ele faz tudo com  ordem e decência!!!

Glória a Deus que Ele ordena bem ao seu povo!!!

            É no tempo de Deus, não no nosso, aleluia!!!

E hoje Ele diz para você: “Quem crer não se apresse” (Isaías 28.16).  Lembre-se: “E não fará Deus justiça aos seus escolhidos que clamam a Ele de dia e de noite, ainda que pareça tardio para com alguns” (Lc 18.7).  Ele diz para você nessa noite: Passarão os céus e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar!!!!

Aleluia!!!!

Quem crer não se apressa irmãos!!!. Não se apressa, porque sabe que  a benção recebida antes do tempo de Deus se transforma em maldição.  Dentre muitas outras explicações que a palavra nos dá, quando a benção demora a chegar, segundo os nossos olhos, Ele está forjando o nosso caráter e preparando a nossa estrutura para recebermos sua benção e não a desperdiçarmos. De que adianta a promessa, o talento, termos a palavra de ordem do Senhor,  se não tivermos um caráter formado e forjado em Jesus? Seria essa pessoa qual Sansão. Olhe o tamanho do talento de Sansão, como foi poderosamente usado; todavia, não tinha um pingo de caráter e sua benção se transformou em uma maldição!!!

Por isso, não pense que Deus está demorando a te responder ou te abandono; Ele está te preparando para receber a benção das mãos dEle.  No texto, Ele nos orienta: “antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças”. 

Aqui falamos de 3 tipos de oração:  adoração, súplica e ação de graças, que não vamos esmiuçar aqui, para não perdermos o foco. O que Ele nos diz hoje é para que em meio às batalhas da vida e das dificuldades cotidianas, orarmos. A oração é o nosso escape; a oração é o nosso alimento; a oração é o poder de Deus nos cobrindo e nos guardando em nome de Jesus, pela intercessão do espírito Santo. Meditemos nas palavras do Senhor em Isaías 43.26: “Faze-me lembrar; entremos juntos em juízo; conta tu as tuas razões, para que te possas justificar”.

Olha aí Jesus nos ensinando a orar. É como se o Espírito de Deus estivesse nos dizendo: “faça-me lembrar de minhas promessas para a sua vida!” Ele nos fala: “venha até a mim, com a minha palavra;   lembre-me daquilo que eu te prometi. Eu quero te ouvir, eu quero saber se você guardou, de verdade, no coração tudo o que eu te prometi. Se você realmente crê que eu posso realizar tudo isso em sua vida.”.  Ele diz: “entremos juntos em Juízo, diante do trono de Deus, e lembre-se do que eu te prometi meu filho: eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos, amém!!! Eu quero apresentar a sua causa ao Pai, e ser o seu representante na sala do Pai!!!”

É necessário lembrar que não entramos na sala do trono do Pai sozinhos; Jesus está conosco. Ele nos ordena: “conte-me tudo o que tens passado; apresente-me as tuas razões para que eu possa te justificar.” E Ele está falando com você agora, aí onde você está!

No texto de Fp4. 6,  Ele nos ensina como temos de orar em  3 tipos de oração.

Oramos em adoração a Ele; suplicamos, abrindo o coração, choramos em sua presença, nos esvaziamos de nós mesmos e quando sentirmos a paz de Deus em nossos corações comece a dar graças, a ministrar louvores ao Senhor, como se já tivéssemos recebido as promessas. Sim, meus irmãos, porque Ele habita no meio dos louvores de seu povo.  Ele está conosco. Ele está intercedendo em nosso favor.

Ele está aí agora ao seu lado, irmão, aquecendo seu coração. Posso ver o irmão de joelhos orando a Deus, aleluia!!!

Assim, quando entramos no sobrenatural de Deus, naquele exato momento poderoso em que a tentação foge correndo, o tentador se desespera e sai de nossa frente, porque o Senhor está conosco.

Precisamos saber que o diabo não tem medo de nossa cara de crente, o diabo não teme os nossos maneirismos denominacionais; não teme nossos gritos, não teme a nossa faculdade, não teme o nosso dinheiro no banco.  Meus irmãos, mas quando nos submetemos a Deus e oramos, ele foge correndo de diante por sete caminhos diferentes do que aquele que veio aleluia!!!  Essa é a paz sobrenatural de Deus, que é diferente da paz do mundo, enche os nosso coração de alegria e paz p ara o mundo, a paz é a ausência de guerras; para nós, os salvos, a paz é a presença de Jesus em nossas vidas. Como explicar essa alegria constante, esse sorriso poderoso em nossos lábios, que muitos consideram arrogante? É a presença de Jesus em nossos corações irmãos, é a presença de nosso Rei. É a palavra de Deus quem guarda os nossos corações; é a Palavra quem nos anima, e a Palavra quem nos renova a cada dia, é a palavra quem nos liberta e nos faz crescer a cada dia.

Que estejamos sempre firmados na Palavra de Deus, meus irmãos. Que nunca coloquemos o nosso coração na religiosidade, em maneirismos, em profecias do coração do homem, mas única e exclusivamente na Palavra de Deus que é o próprio Jesus Cristo. Se, pois o Filho (A Palavra) vos libertar, verdadeiramente sereis livres. Sejamos livres e libertos pela palavra de Deus. Que guardemos os nossos corações na Palavra de Deus.

E deixo a minha palavra final, agradecendo a Deus e aos irmãos a minha oportunidade: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as soluções da vida." (Pv 4.23)

Que guardemos os nossos corações na Palavra de Deus. Amém e graças a Deus!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A extraordinária unção financeira de Deus para a sua vida


 

Mateus 25. 24,25,28,29

Um dos maiores problemas do povo de Deus é hoje, a questão financeira.   É fato, não temos como negar. Por que será que o povo escolhido tem tanta derrota nessa área? Será que realmente esse não é um assunto importante? Se não é importante, por que um quinto da Bíblia fala sobre a questão financeira? Será que Deus quer de nós apenas a cidadania celestial e, quer que as pessoas aqui na terra dêem mau testemunho na área financeira, como querem alguns?

Esse texto fala sobre a semeadura, colheita, provisão, abundância e multiplicação de uma maneira geral, em todas as áreas de nossa vida. Mas, hoje, especialmente, vou ater-me à questão financeira; a uma unção especial para esses últimos dias, que o Senhor tem prometido a todos aqueles que o buscam. 

A primeira coisa que quero falar sobre esse texto é sobre o conhecimento do Senhor. De todos os servos, esse era o único que conhecia ao Senhor. 

Esse era aquele crente com 700 anos de evangelho; orgulhoso de seu tempo de caminhada com Deus; que ajudou Noé a projetar a arca, coisas desse tipo... A Bíblia diz que ele era servo e conhecia ao Senhor. E se essa é a verdade, será que algo o impediu de receber o novo de Deus em sua vida? O que o paralisara a ponto de ele esconder seu talento?

Ele ia aos cultos todos os domingos, dava show de Bíblia em qualquer um, se o pastor não vigiasse...mas, ele negligenciou as leis espirituais da prosperidade: a semeadura, colheita, provisão, abundância e multiplicação. Querido, diz o Senhor, se hoje ouvires a voz do Senhor teu Deus, não endureçais o vosso coração!!!

Se o pastor fizer um chamado à igreja, com um propósito do coração de Deus para lhe abençoar e, você sabe que é Deus falando contigo, não deixe de cumprir e receber o milagre do novo de Deus em sua vida. Se Deus te mandar semear em um ministério, não fuja. Não ouça os argumentos lógicos de sua mente, porque a lógica é contrária a fé, e nós não devemos andar por vista, pelo que vemos, mas por fé.

O servo diz ao Senhor que sabe que Ele colhe onde não semeou e ajuntas onde não espalhou; mas algo, o paralisou e não deixou que ele recebesse o seu galardão. Jesus está dizendo que é o Senhor quem, opera o milagre!!! Não tente pelas suas forças. É o Senhor quem vai lhe multiplicar, pois somente Ele tem poder para isso. Tente você colher onde não semeou e ajuntar onde não espalhou, para ver se você vai conseguir...

Agora o Senhor é duro, reto justo e fiel!!! Ele não vai te abençoar fora das leis que Ele mesmo estabeleceu para a prosperidade do povo dEle. O Senhor não pode negar a si mesmo, nem mudar a sua Palavra, porque eu ou você achamos que o nosso caso é diferente, porque somos especiais, porque temos mais anos de Evangelho do que a maioria... Meu irmão, se o Senhor mandou você fazer algo, vá na simplicidade da Palavra e, cumpra. Seja ovelha!!!

O temor fez com que o servo fosse morto espiritualmente. Satanás conseguiu suscitar no coração desse servo o medo e a paralisia de sua fé. O texto diz que o servo estava atemorizado. E estava atemorizado desde o princípio, quando recebeu o talento; tanto é verdade, que foi correndo enterrar o talento. Quantos hoje, não estão enterrando o talento que Deus deu pelos mais variados motivos. Eu quero dizer-lhe  que é a você que o Senhor vai pedir contas, e não aqueles que se opuseram a você. Vai pensando que você vai chegar diante do Senhor de mãos vazias e vai poder lançar a responsabilidade disso sobre o seu pastor, marido filho ou quem quer que seja. Quando o diabo consegue te tornar passivo e parado em relação a sua fé, você perdeu grandes bênçãos financeiras que Deus tinha para te entregar. E se na vida do cristão, o mandamento é dar para ter, como teremos se não dermos? Essa voz que está murmurando essas coisas em seu coração,  lá no banco de sua igreja na hora da oferta é nada mais nada menos do que o próprio diabo roubando a sua prosperidade e se possível, a sua salvação.

Se você não quebrar esse círculo vicioso de apego ao dinheiro na sua vida, esse espírito de mesquinharia, essa expectativa maldita de perda; se você não multiplicar os talentos que Deus te deu, quando você for prestar contas ao Senhor da obra, Ele vai te tomar de volta o que é dEle e vai te deixar sem, nada. Dando a outro as bênçãos que estavam reservadas para você. E não adianta discutir comigo, discuta com a Bíblia e depois com o Senhor naquele grande dia... Ele é o Senhor da seara e tem todo poder para isso.

Onde está a sua fé? Você só tem fé para pagar as contas no fim do mês? Você só tem fé para entregar o dízimo puro? As suas ofertas vêm antes ou depois de suas contas? 

Deus quer derramar sobre a sua vida uma unção que você nunca sonhou antes. Ele faz muito mais do que pedimos ou pensamos, segundo o seu poder que opera em nós!!! 


                Irmão, a decisão é sua, se você não semear e não tiver para apresentar a multiplicação dos seus talentos ao Senhor da seara, Ele vai tirar do ímpio para dar para o justo. A escolha é sua: A prosperidade do Senhor ou a maldição da lei em forma de derrotas financeiras. A pessoa estará sofrendo por algo que Jesus já levou na cruz do Calvário. Lembre-se, somente o Senhor tem o poder de multiplicar as nossas bênçãos e de tirar e de dar a quem quiser, na hora que quiser!!!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Presos na soberba.

“Pelo pecado da sua boca e pelas palavras dos seus lábios, fiquem presos na sua soberba, e pelas maldições e pelas mentiras que falam.”

Salmos 59:12

Estava lendo a palavra e o Senhor me fez algumas revelações, as quais desejo compartilhar com os irmãos. Na verdade, esse versículo é algo muito simples, porém, profundo. Costumo dizer que a diferença entre os grandes heróis da fé e o cristão medíocre está nos detalhes.

Sim, através de toda a Bíblia o Espírito Santo nos deixa bem  claro a humanidade de cada um dos heróis da fé. Muitas vezes ficam explícitos os seus erros e defeitos como homens. O Espírito Santo, não escondeu nada. Mas, há um fio que une cada um deles, a despeito de seus erros mais ou menos grosseiros, como os nossos: Eles derem atenção ao Senhor nos pequenos detalhes, nos momentos cruciais de suas batalhas. Por isso, foram classificados de heróis da fé.

Quantos heróis da fé anônimos nos dias de hoje que o mundo não conhece, da qual nunca se ouviu falar. As irmãs do círculo de oração que sustentam seus líderes espiritualmente, os trabalhadores que ficam na portaria, no estacionamento, no meio do mato evangelizando nativos, aqueles que estão em países repressores ao evangelho e do qual ninguém nunca fica sabendo o nome. Todo cristão que se entrega à obra de coração puro e renuncia a si próprio é um herói da fé.

Sobre os joelhos dobrados desses homens e mulheres está sustentada a igreja. Essa é a artilharia celestial que o Pai nos deu: as orações de seu povo.

Contudo, tenho percebido certa sonolência no tocante ao testemunho cristão. Muitos no mundo e mesmo dentro da igreja,  sequer conhecem tais verdades espirituais, que podem os levar à salvação ou à condenação. E não adianta me dizer que o evangelho tem sido pregado em larga escala. Sim, está  sendo pregado;  mas se não houver um irmão disposto a discipular, a orientar nas sagradas letras e cuidar daquela ovelha, nem que seja com uma pequena e simples oração de intercessão, como o evangelho vai crescer naquele coração?

  Aqui no Brasil temos visto as estatísticas, mas notamos que elas, na verdade, não falam de crescimento, elas falam de inchaço. A igreja tem inchado, não crescido. Onde está o verdadeiro e real crescimento? O discipulado permanente, o ensino das verdades mais simples e  profundas do evangelho? Onde está a renúncia? Todos os cristãos estão mesmo dispostos a renunciar? Todos estão testemunhando de Cristo?

Passeie pelas mídias sociais e saberão do que estou falando, se ainda não perceberam. Comparem a frequência nos cultos de sua igreja em dias de eventos e festividades com os dias normais de culto. Enquanto não buscarmos a essência do Evangelho e negligenciarmos o que atrasa a nossa comunhão com Cristo, o crescimento da igreja será anêmico, e na verdade um desserviço será à causa do evangelho. Pois, ao invés de conversões, teremos mais e mais convenções, que não são reais e atrapalham a imagem de Cristo em nós.

Quantos estão dispostos a vender tudo o que tem, para comprar um campo?

Os pecados da boca e suas consequências

Os pecados da boca de que esse texto fala são a mentira, a fofoca, a exposição das falhas das pessoas, a maledicência, etc. Todos esses pecados são cometidos por meio de palavras; estas são decretos de prisão no mundo espiritual.

Todos esses pecados da boca são cometidos através das palavras, logicamente, como alguém poderia fazer uma fofoca sem as palavras de sua própria boca. Quero lhe dizer, que você e a sua palavra são um só! Não há como dissociar alguém de sua palavra. Por isso Jesus disse: Eu e o Pai somos um. Jesus é a Palavra de Deus,  logo Ele e Deus são indissociáveis. Você e a sua palavra são indivisíveis. Assim, o que você fala, tem poder de criar vida e morte no mundo espiritual, e sabemos que o mundo espiritual é quem governa o mundo material, não o contrário. Ou seja, toda e qualquer benção ou maldição que ocorrem no mundo material, foram antes semeadas no mundo espiritual. Assim, só depende de nós mesmos o fato de sermos abençoados ou não (PV 18.21).

 Irmãos, aqueles que agem prejudicando pessoas por suas palavras, assinam a confissão de réus de condenação do inferno, a sua sentença de prisão; e apesar disso, não percebem a triste realidade por trás disso: estão aprisionados por sua própria soberba. Sim, porque posso dizer, sem qualquer medo de errar, todo fofoqueiro é soberbo!!! Todo maledicente é soberbo!!! Todo mentiroso é soberbo!!! Ele acha que está certo, e todo mundo está errado, inclusive a palavra de Deus...

E por quê? Porque se acham superiores as outras pessoas, e como se isso fosse verdade, acham que tem o direito de julgá-las. O que eles estão dizendo com isso é: “eu sou melhor do que você, por isso tenho o direito de falar sobre os seus erros e condutas inadequadas. E além disso, estabelecer a pena de sua condenação.”

Mas, o Senhor não tem filhos preferidos, como os homens têm, pois Ele é perfeito. O Senhor trata a todos os seus filhos de maneira igual: olhando para o coração em comparação à palavra. E aquele que tudo vê, resistirá a essa pessoa. Muitos fofoqueiros e maledicentes, não sabem porque não prosperam em Cristo, não conseguem as vitórias que mais almejam, e vivem sempre em fracasso e derrota: porque Deus resiste aos soberbos e dá graças aos humildes (1 Pe 5.5; Tg 4.6).

Por isso Jesus nos ensinou: “aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29b). Lembrem-se, a humildade é no coração e, não no andar como um “pobre coitado”, falando baixo e com cara de sofredor, porque até mesmo isso pode denotar soberba e arrogância. Irmãos, a humildade nos torna servos de Cristo, mas também dos nossos irmãos (Mc 9.35, 10.44). Servo como servidor, não como escravo dos homens.

Se o próprio Jesus não fez a sua vontade, mas a daquele que o enviou, por que nós achamos que podemos fazer as nossas vontades? Se o próprio Senhor Jesus se submeteu a autoridade espiritual que havia sido constituída por Deus sobre Ele (João Batista), o que nos leva a crer que podemos afrontar a autoridade espiritual que foi constituída por Deus sobre nós?

Deus nunca vai abençoar rebelião, irmãos. Deus nunca vai admitir atentados contra sua autoridade e, contra aqueles que foram estabelecidos por Ele como autoridade. A Bíblia diz que os que assim o fazem, trazem condenação para a sua própria vida (Rm 13.2). Se você acha que está sendo abençoado após uma atitude rebelde, tome muito cuidado, porque é o diabo que está lhe dando isso e, te enganando. É o imundo que tem respondido às suas orações, não Deus.

Não se rebele, você vai se arrepender amargamente. E, se não se consertar, e não se humilhar diante de Deus e de quem você tentou solapar a autoridade, a sua condenação será eterna.

Essa palavra em Salmos 59.12, é a prova bíblica (dentre tantas outras) de que satanás não pode lhe obrigar a nada; e, Ele não tem poder de lançar ninguém no pecado, ou aprisionar eternamente no inferno. É a própria pessoa que se aprisiona pelas palavras de sua boca. Embora, ele cegue os incrédulos, incite o mal no coração do homem, são os atos concretos praticados pela pessoa que vão aprisioná-la. A responsabilidade não é do pai, da mãe, do pastor, do governo, da esposa, do marido, do obreiro, daqueles que nos feriram, de quem quer que seja, e muito menos do diabo. A responsabilidade é de cada um. Por isso, o Senhor em sua eterna sabedoria, julgará individualmente de acordo com as suas obras (Rm 14.12; Ap 2.23). A prestação de contas será caso a caso.

Portanto, se hoje ouvirdes a voz do Senhor teu Deus, não endureçais o seu coração. Ele está lhe dando a chance de se consertar. Se prostre e se humilhe diante dEle, suplicando por sua misericórdia, Ele que é misericordioso e amoroso, há de perdoar todos os seus erros e falhas, uma vez que Ele pagou a cada um dos pecados do homem com seu próprio sangue, mas para recebermos o perdão, temos de  entregar o coração arrependido nas mãos dEle.

Deus o abençoe poderosamente, em nome de Jesus!!!